sábado, 23 de setembro de 2017

É pra valer!



RECEITA FEDERAL EXCLUIRÁ DO SIMPLES NACIONAL CONTRIBUINTES INADIMPLENTES 13/09/2017


Simples Nacional - Receita Federal notifica devedores do Simples Nacional


https://www.iobonline.com.br/skins/coreonline/imagens/iconeData.png Publicada em 12.09.2017 -10:13

Arrecadação
As microempresas e empresas de pequeno porte devem ter atenção para não serem excluídas de ofício do regime tributário simplificado e diferenciado favorecido pelo Simples Nacional por motivo de inadimplência

Publicado: 11/09/2017 11h00
Última modificação: 11/09/2017 11h29

Amanhã, 12, serão disponibilizados, no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), os Atos Declaratórios Executivos – ADE, que notificarão os optantes pelo Simples Nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários, com a Receita Federal (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Serão notificados 556.138 devedores, que respondem por dívidas que totalizam R$ 22,7 bilhões.

A contar da data da ciência do ADE de exclusão, o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas, ou por compensação.

O teor do ADE de exclusão pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no sítio da Receita Federal, mediante certificado digital ou código de acesso. O prazo para consultar o ADE é de 45 dias a partir de sua disponibilização no DTE-SN, e a ciência por esta plataforma será considerada pessoal para todos os efeitos legais.

A pessoa jurídica que regularizar a totalidade dos débitos dentro desse prazo terá a sua exclusão do Simples Nacional automaticamente tornada sem efeito, ou seja, a pessoa jurídica continuará no Simples Nacional, não havendo necessidade de comparecer às unidades da RFB para adotar qualquer procedimento adicional.

A pessoa jurídica que não regularizar a totalidade de seus débitos no prazo de 30 dias contados da ciência será excluída do Simples Nacional, com efeitos a partir do dia 1/1/2018.

Fonte: RFB



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Aumento do emprego no estado de São Paulo



Construção pesada tem saldo positivo de admissões em junho no estado de São Paulo
No acumulado do ano, saldo é negativo, mas menor do que o registrado no mesmo período de 2016
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
21/Julho/2017












Pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo (Sinicesp) mostra 92 admissões no segmento em junho, representando a terceira variação positiva em 2017. Entretanto, houve queda de 70% em relação ao mês de maio, que registrou 313 admissões.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a construção pesada fechou 502 postos de emprego, número ruim, mas menor do que o mesmo período de 2016, que teve 1422 demissões. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo é de 11.523 registros, considerando admitidos e demitidos.

De acordo com o Sinicesp, para compor o índice de emprego, são avaliados o total de fluxo de trabalho entre vários segmentos. O de Construção de Rodovias e Ferrovias teve 2.338 admissões contra 1.605 demissões, encerrando o mês de junho com saldo positivo de 733 vagas. O segmento de Obras de Urbanização - Ruas e Calçadas, por sua vez, registrou mais demissões do que admissões, com 881 e 395, respectivamente.
O Sinicesp acredita que nos próximos meses as demissões diminuam devido à publicação de novos editais pelo Governo de São Paulo, bem como, novas concorrências.

sábado, 15 de julho de 2017

Contadores, a revolução!



O que diz o primeiro documento escrito da história
  • 8 maio 2017 - BBC






 Esses símbolos abstratos formam o documento escrito mais antigo de que se tem conhecimento até hoje

Na Antiguidade, acreditava-se que a escrita vinha dos deuses. Os gregos pensavam tê-la recebido de Prometeus. Os egípcios, de Tot, o deus do conhecimento. Para os sumérios, a deusa Inanna a havia roubado de Enki, o deus da sabedoria.
Mas à medida que essa visão perdia crédito, passou-se a investigar o que levou civilizações antigas a criar a escrita. Motivos religiosos ou artísticos? Ou teria sido para enviar mensagens a exércitos distantes?
O enigma ficou mais complexo em 1929, após o arqueólogo alemão Julius Jordan desenterrar uma vasta biblioteca de tábuas de argila com figuras abstratas, um tipo de escrita conhecida como "cuneiforme", com 5 mil anos de idade, mais antigas que exemplares semelhantes encontrados na China, no Egito e na América.
As tábuas estavam em Uruk, uma cidade mesopotâmica - e uma das primeiras do mundo - às margens do rio Eufrates, onde hoje fica o Iraque. Ali, desenvolveu-se uma escrita que nenhum especialista moderno conseguia decifrar. E o que diziam as tábuas?

Quebra-cabeça
Havia ainda em Uruk outro quebra-cabeça arqueológico que não parecia ter nenhuma relação com as escrituras: suas ruínas e de outras cidades da Mesopotâmia estavam repletas de pequenos objetos de argila, uns em formato de cone, outros, de esferas, e alguns, de cilindro.

Em seu diário, Jordan descreveu que esses objetos se pareciam com "itens cotidianos, como frascos, pães e animais". Para que serviam? Ninguém entendia, até a arqueóloga francesa Denise Schmandt-Besserat catalogar nos anos 1970 peças similares localizadas em toda a região, da Turquia ao Paquistão, algumas com até 9 mil anos de idade.

Uruk foi uma das primeiras cidades do mundo: tinha ruas, lojas, casas e edifício de até dez andares

Schmandt-Besserat concluiu que os objetos tinham um propósito simples: eram usados em um método de contagem por correspondência, ou seja, feito por meio da comparação entre grupos de objetos e suas quantidades.

Assim, peças com formato de pão poderiam ser usadas para contar pães; de jarra, para jarras; e assim por diante. Desta forma, não é preciso saber fazer uma contagem nem conhecer os números envolvidos, apenas verificar quantidades de cada grupo de itens e checar se são iguais.

A contagem por correspondência é inclusive mais antiga que Uruk. Com 20 mil anos de idade, o Osso de Ishango, fíbula de um babuíno encontrada próxima de uma nascente do rio Nilo na República Democrática do Congo, parece ter sido usado para contar fazendo marcas nele.

Mas as peças de Uruk eram mais avançadas, porque podiam ser usadas para contar quantidades diferentes, além de servir para somar e subtrair.

 Na Antiguidade, acreditava-se que a escrita era um presente divino 


iStock Image caption Artefato dos sumérios, que acreditavam que a deusa Inanna roubara a escrita de Enki, o deus da sabedoria

A economia de uma grande cidade como Uruk envolvia comércio, planejamento e arrecadação de impostos. Então, é possível imaginar os primeiros contadores da história, sentados na entrada de um armazém, usando peças com formato de pão para contar sacos de grãos que entravam e saíam. 

Peças e tábuas
Mas Schmandt-Besserat notou outro aspecto revolucionário. As marcações abstratas nas tábuas cuneiformes coincidiam com as formas de diferentes peças.
Ninguém havia se dado conta da semelhança, porque a escrita não parecia representar nada. Mas Schmandt-Besserat entendeu o que havia ocorrido.
As tábuas tinham sido usadas para registrar o ir e vir das peças, que, por sua vez, registravam o trânsito de bens, como ovelhas, grãos e jarras de mel.

Assim, as primeiras tábuas podem ter sido feitas com impressões das próprias peças sobre a argila ainda mole. E os antigos contadores logo se deram conta de que seria mais simples fazer marcas nelas com uma lâmina.

Então, a escritura cuneiforme era uma símbolo estilizado de uma impressão de uma peça que representava um bem. Não surpreende que ninguém tenha feito tal conexão antes de Schmandt-Besserat.

Ela resolveu duas questões ao mesmo tempo. As tábuas de árgila adornadas com a primeira escrita abstrata do mundo não haviam sido usadas para escrever poesia ou enviar mensagens a lugares remotos. Foram empregadas para fazer contas - e também para elaborar os primeiros contratos.

Isso graças a uma combinação das peças e da escrita cuneiforme que permitiu criar uma ferramenta brilhante: uma bola oca de argila.

 Direito de imagem Dominio público Image caption As partes externa e interna destas bolas de argila serviam para registrar os termos de um contrato

Na parte externa da bola, as partes envolvidas no contrato podiam escrever os detalhes do acordo. Dentro, colocava-se peças que representavam o contrato: a partir do que estava escrito do lado de fora, era possível checar a validade do que estava dentro.

Não se sabe quais eram as partes nestes contratos. Podiam ser dízimos religiosos para templos, impostos ou dívidas privadas. Mas as bolas serviam como ordens de compra e venda e tornaram possível a vida em sociedade em uma cidade complexa.

Trata-se de algo muito importante. A maioria das transações financeiras estão baseadas em contratos escritos: seguros, contas de banco, bônus do governo, acordos hipotecários. Tudo é registrado desta forma, e as bolas mesopotâmicas são a primeira evidência arqueológica de que contratos escritos existiam naquela época.

Números
O legado dos contatos de Uruk incluiu outra inovação. Em princípio, o sistema para registrar cinco ovelhas simplesmente requeria cinco impressões separadas para representá-las. Mas isso era trabalhoso.

Por isso, foi criado um novo sistema que incluía usar um símbolo abstrato para diferentes números: cinco linhas para o número cinco, um círculo para o número dez e três linhas para o número 23.

Direito de imagem Library of Congress/Photo Science Library Image caption Essa tábua é um recibo com registro de uma transação envolvendo gado

Os números sempre eram usados para se referir a uma quantidade de alguma coisa: não haviam "dez", apenas "dez ovelhas". Mas esse sistema era suficiente para registrar grandes quantidades, centenas e milhares.

Um pedido de indenização por um ato de guerra de 4,4 mil anos atrás exigia, por exemplo, 4,5 bilhões de litros de grãos de cevada ou 8,94 "guru". Era um valor impagável, equivalente a 600 vezes a produção anual dos Estados Unidos hoje.

Foi desta forma que os cidadãos de Uruk resolveram um grande problema de qualquer economia moderna: como lidar uma rede de obrigações e planos de longo prazo entre pessoas que não se conheciam bem ou nem sequer se conheciam?

Para isso, criaram não só as primeiras contas e contratos, mas também os primórdios da matemática e da escrita. Então, escrever não foi um presente dos deuses, mas uma ferramenta desenvolvida por uma razão muito clara: gerenciar a economia.